Quando o cuidado pede cuidado
Existe muito material sobre como atender o autista. Quase nenhum sobre quem atende. Quando o cuidado pede cuidado nasce dessa lacuna: um guia técnico, ético e emocional para psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, analistas do comportamento e demais profissionais que sustentam — muitas vezes no limite e em silêncio — o desenvolvimento de crianças autistas. Da complexidade do vínculo no TEA ao manejo de meltdowns, agressividade e comorbidades; da alexitimia e regulação emocional baseadas em evidências aos aspectos éticos (limites de atuação, encaminhamento, honorários); e, sobretudo, ao que adoece o profissional — burnout, fadiga por empatia e a supervisão clínica que "não é luxo, é necessidade ética". Sem romantização e sem heroísmo: a psicóloga Mirian Cardoso Ribeiro entrega uma caixa de ferramentas para uma prática clínica sustentável — porque cuidar de quem cuida também é parte do tratamento. São 74 páginas com anexos práticos (A–G): termo de supervisão, escalas, checklists, roteiro de perguntas e modelos prontos para a sua rotina.